sábado, 5 de maio de 2012

Cosméticos de bebê

O que você pode e o que não deve comprar para deixar seu filho ainda mais lindo


Fernando Martinho
Xampu
De acordo com a pediatra Sandra Oliveira, não há comprovação de que o extrato, responsável pelo perfume do xampu, traga benefícios. "O indicado é neutro, com o mínimo de perfume e corante", diz. Mas os mais cheirosos também não devem fazer mal. "A quantidade de extrato que colocam na fórmula é pequena", garante a dermatologista Denise Steiner. Há ainda os xampus para cada tipo de cabelo. Funcionam? Sandra garante que o cabelo da criança não vai ficar mais liso ou cacheado. Esta é uma preocupação desnecessária para quem ainda nem completou 1 ano.

Hidratante
"Só se a criança tiver algum problema especial, do contrário, ele é desnecessário", afirma a pediatra Sandra Oliveira Campos. Geralmente, quem precisa são as crianças com pele seca – alérgicos são mais suscetíveis ao problema – e as que moram em regiões muito frias. "Elas tomam banho demorado e muito quente. Depois, entram em contato com o frio e o vento, ressecando a pele", afirma a dermatologista Tania Cestari. O hidratante, de preferência neutro, deve ser passado até três minutos após o banho para não reduzir a eficácia. A mãe deve enxugar o excesso de água e passar o produto.

Talco
Não é recomendado pelos especialistas. Quando a mãe passa talco no bebê, produz-se uma névoa que é aspirada pela criança, podendo causar problemas respiratórios e alérgicos. Fique longe dele!

Óleo
Se a pele do bebê não precisa, o uso do óleo é desnecessário. Crianças podem usar os óleos vegetal ou mineral. De acordo com o pediatra Valter Kozmhinsky, o de origem vegetal causa menos irritação e é mais absorvido. No entanto, ambos ajudam a hidratar peles secas. Quem optar pelo óleo, não precisa de creme. "O óleo é muito utilizado em massagem", lembra. Além de ajudar na limpeza do umbigo, por exemplo, pode ser usado na remoção de caspas do couro cabeludo e passado alguns minutos antes do banho.

Perfume
Nada de perfume. É consenso entre profissionais da saúde: "Bebê limpinho já tem cheiro bom". Só que muitas mães, para não dizer a maioria, gostam de ouvir "como esse bebê é cheiroso" e levam um para casa. O que muitas desconhecem é que o produto pode causar irritação – tanto respiratória quanto na pele – e alergia. A criança pode ter reação ao cheiro. "Teoricamente, a mãe não deveria usar no bebê. São substâncias que entram em contato com a pele sem necessidade. Em último caso, é melhor passar na roupinha, mas mesmo assim bem pouquinho", avisa a dermatologista Denise.

Protetor solar
Há controvérsias. Alguns especialistas recomendam utilizar após os 6 meses, outros, só depois de 1 ano porque pode causar irritação. Em comum, o fato de que o protetor defende o bebê do sol. "Na praia, por exemplo, os pequenos devem permanecer na sombra e, de preferência, vestidos com uma roupa leve. O melhor horário para o passeio é o início da manhã. Mas o fator de proteção tem que ser alto", assegura o pediatra Valter. O indicado para crianças pequenas é o de fator 30, porque protege mais. Só o médico deve indicar a marca.

Fonte: Crescer

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