segunda-feira, 28 de maio de 2012

Alerta: Parabenos e o risco de câncer

Alerta: Parabenos e o risco de câncer

Há alguns dias andei lendo sobre os malefícios do uso de parabenos em cosméticos. Parabenos são conservantes usados muito comumente pela indústria brasileira. Em alguns países, o uso já foi proibido. Por aqui, nada ainda...
Segundo o jornal Zero Hora de Porto Alegre, essa substância pode causar câncer e disfunções endócrinas. Pasmem: eles são utilizados até mesmo em produtos para bebês!
Então, fique de olho no rótulo dos produtos que compra para seu bebê e para toda a família, especialmente se você estiver grávida...
Caso queira saber mais, clique nos links abaixo:


Reportagem do Jornal Zero Hora
Reportagem da Revista IstoÉ (indica também outras substâncias prejudiciais à saúde)
Matéria da Revista Bebê Abril (trata das substâncias que se deve evitar na gravidez)


sábado, 26 de maio de 2012

Produto testado: alimentador Munckin


Vi esse alimentador numa loja aqui em São José dos Campos e achei uma ótima ideia. Dá pra colocar frutinhas e até pedaços de carne para o bebê usar como se fosse um mordedor "saborizado".
Você coloca o alimento no saquinho telado e trava o alimentador. Resultado: um pouco de lambança, mas muita diversão e segurança (o bebê não corre o risco de engasgar com pedaços)!
Meu bebê ainda não se adaptou muito bem aos alimentos como você pode ver aqui, mas gostou de morder o alimentador com uvinhas bem docinhas dentro.
O problema é que faz muita, mas muita sujeira mesmo!!! hehe E também é um pouco difícil de limpar o alimentador depois. Uma dica é usar um bom babador pra não manchar as roupinhas (maçã mancha muito) e uma escovinha de dentes pra limpar a tela.

Prós: seguro e muito divertido!
Contras: difícil de limpar a tela
Preço: paguei R$23,00


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Introdução de alimentos sólidos para o bebê

Introdução de alimentos sólidos para o bebê

Há duas semanas, comecei a dar o suquinho de laranja lima para o Bernardo. Ele está com 5 meses e a pediatra liberou. Eu estava torcendo por isso, porque eu já não estava aguentando mais amamentar o dia inteiro. Principalmente porque depois que nós voltamos de viagem, o Bê voltou a acordar de madrugada...
O que eu não sabia é que seria uma guerra!
Sim... Meu bebezinho cuspiu todo o suquinho e trancou a boquinha... Mas eu não desisti! Continuo tentando. Ele ainda não gosta muito, mas tem bebido um pouquinho mais.
Semana passada, comecei com as papinhas de frutas. Já dei banana, mamão, pera. Ele também não gosta muito não. Já fez até vômito com a banana e com o mamão.
Nessa semana, introduzi a papinha salgada no almoço. A pediatra pediu que eu começasse com duas leguminosas, uma verdura cozida e caldinho de frango ou músculo refogados em um pouquinho de cebola e um "cheirinho" de alho. Resultado: ele chorou como se eu estivesse dando pimenta!
Tentei essa receita mais elaborada dois dias, mas, como vi que não deu certo, resolvi recomeçar com algo mais simples: batata cozida no caldo de frango com cebola. Não foi perfeito, mas ele comeu cerca de sete colheradinhas. Acho que foi bom, né?
Amanhã vou dar batata novamente. Vamos ver se ele acostuma.
Quanto a frutas, uma vizinha me deu a dica de ir deixando ele dar umas "mordidinhas" (ele ainda não tem dentinhos) em pedaços de frutas mais durinhas como pera e maçã para que ele acostume com o sabor.
E vocês? Quais são as experiências com a introdução de alimentos?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Alerta: Não dê mel para crianças menores de 1 ano

Shutterstock
 
“Dá um mel que alivia a tosse.” Você provavelmente já deve ter ouvido essa frase muitas vezes depois que seu filho nasceu. Mas a solução para o desconforto não é tão simples assim. Já nas primeiras consultas, os pediatras orientam sobre a restrição do consumo do mel até 1 ano de idade. Agora, essa é também uma recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), divulgada nesta terça-feira.

A preocupação é porque o produto pode estar contaminado com esporos da bactéria Clostridium botulinum, responsável pela transmissão do botulismo, doença que atinge os nervos e músculos. Embora seja rara, é grave. “Até 1 ano, o sistema imunológico da criança não está desenvolvido para combater essa bactéria”, diz Mario Vieira, gastroenterologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Adultos também podem contrair a doença, caso tenham problemas relacionados à flora intestinal.

A posição da Anvisa foi baseada em estudos, como a pesquisa realizada pela Unesp, entre janeiro de 2002 e julho de 2003, em seis estados brasileiros, que mostrou a presença da bactéria em 7% das 100 amostras de mel comercializadas por ambulantes, mercados e feiras livres.

Segundo Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz, além da doença, há outras implicações. “O mel modifica o sabor do alimento, tira a oportunidade de a criança ter experimentos no paladar e pode fazer com que ela prefira o sabor adocicado.” Se ela tomar o leite materno, há, inclusive, o risco de ela deixar o peito da mãe.

Além disso, quando a criança estiver maior, por volta dos 4 anos, por exemplo, se estiver acostumada com o sabor adocicado das coisas, sua alimentação pode caminhar para aquela baseada em carboidratos, no lugar de uma dieta equilibrada. E isso, certamente, não é o ideal no mundo de hoje, em que a epidemia de obesidade e sobrepeso assusta pais e especialistas.


Sintomas e tratamento do botulismo

A criança fica abatida, tem dificuldade de controle dos movimentos, abalos musculares e episódios semelhantes a crises convulsivas.

Não há tratamento para a doença. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar os sintomas.

domingo, 20 de maio de 2012

Cabelo de grávida

Cabelo de grávida é sempre um assunto muito polêmico. Quais tratamentos podem ou não ser feitos? Abaixo, as dicas do blog da Carla Figueiredo, o "Eu amo cabelo", que eu curto muito. Leia, informe-se, mas, lembre-se de que a opinião mais importante é a do seu obstetra! 


"A gravidez é um sonho para muitas mulheres, pra mim pelo menos foi uma realização. Queria ser mãe desde muito cedo e aprendi muito cuidando de um montão de crianças durante a minha infância. Assuntos como troca de fralda, sintomas de doenças e infecções, banhos, decifrar choros, tudo isso tirei de letra quando minha gatinha nasceu.
As opiniões são bem divergentes quando o assunto é química durante a gravidez, então vamos falar um pouquinho sobre o tema do início da gravidez ao pós parto.

Você com certeza já ouviu falar que a mulher quando engravida fica radiante, a pele fica super hidratada e iluminada, e os cabelos então? Lindos e volumosos.

Isso ocorre por que acontece uma aceleração do metabolismo, na circulação sanguinea e aumento da produção de hormônios. Mas nem sempre é assim, em alguns casos os mesmos hormônios podem deixar os fios extremamente secos ou com oleosidade excessiva. Ainda por conta dos hormônios lá em cima, os fios tendem a cair menos e o período de crescimento natural é extendido, fazendo os fios crescerem mais. Você irá perceber uma quantidade muito menor de fios espalhados pela casa ou perdidos nas escovas e no ralo do banheiro.

Em contrapartida o pós parto é um período em que estamos curtindo tanta fofura e cute cute que esquecemos que o metabolismo está mudando novamente, os níveis hormonais estão caindo e cerca de dois a três meses após o parto os fios caem como folhas no outono e esse período de queda pode durar até um ano e meio após o parto.
Essa queda é normal, mas alguns dermatologistas recomendam continuar com as vitaminas ministradas durante a gravidez. Caso o problema persista é indicado procurar ajuda médica.

Sobre química, não há provas que o uso de química nos cabelos durante a gestação cause má formação fetal, há poucos estudos publicados ou em andamento. Porém o couro cabeludo é uma região bastante vascularizada e nesse período de maior circulação sanguínea aumenta o risco de irritação.

Alguns médicos defendem que a pele mais sensível da gestante pode absorver alguns componentes químicos que entram na corrente sanguínea e consequentemente chegam até a placenta.
Alertam também ao risco de inalação do forte cheiro de algumas substâncias químicas como a amônia que pode provocar alergias respiratórias.

Já outros médicos afirmam que as composições químicas utilizadas atualmente não oferecem risco algum ao bebê por não conter metais pesados (chumbo, cobre e alumínio) como antigamente. Essas substâncias nocivas aumentavam as chances do feto desenvolver má formação no sistema nervoso central e disturbios neurológicos.
Quer dizer que se as empresas fabricarem exatamente o que consta na embalagem, não há riscos a saúde do bebê.

Para entender bem, vamos lembrar o período da formação cerebral do feto. Aprendi há alguns anos que a formação terminava por volta dos 3 meses, pesquisando para esta matéria li algumas fontes que disseram ser aos 5 meses. Por via das duvidas vamos ficar com o prazo maior, pois esse período de formação é o mais sensível, não que a gestação inteira não seja um processo delicado, ela é.

Passado esse período crucial alguns médicos liberam as mães para proceder algumas químicas, lembrando que você profissional da beleza precisa dessa autorização por escrito, assinada, datada e carimbada com o CRM do médico.

O profissional precisa fazer o teste de alergia, mesmo a cliente não gostando muito. Lembre a mãe que esse procedimento é para a segurança dela e do bebê, tendo em vista que toda a alteração metabolica que ocorre pode torná-la alérgica a algum componente do produto.
Converse com muito jeitinho, pois grávidas tendem a sofrer alteração de humor, acredite eu já fui uma e já lidei com algumas.

► Cabelos brancos
Mães que colorem os fios para esconder fios brancos precisam recorrer a coloração.
Nossa recomendação não é por tonalizantes sem amônia (susto coletivo!), eles não usam amônia mas usam outras substâncias para abrir as cutículas, e desbotam ao contrário da coloração, fazendo com que você retoque num período mais curto.
A coloração nesses casos é só retoque, certo? Então nossa dica é, peça que alguém prepare metade da embalagem em um pote com o auxílio de um pincel, espere cerca de 3 a 5 minutos para que o cheiro fique mais suave e aplique mecha a mecha distanciando 1/2cm da raiz, só aplique a coloração na parte virgem, não aplique em todo comprimento. Ao final faça uma boa hidratação ou nutrição.
PS: Só faça esse procedimento com autorização do seu médico e após o período de formação neural.

► Loira
Mães loiras sofrem com a raiz escura, o ideal é fazer um procedimento no salão conhecido como Sfumatto (que não clareia a raiz) misturando com algumas mechinhas no topo distanciando da raiz, mais ou menos assim ou assim . Perfeito para quem ficou um tempo sem retocar a raiz. Aproveite que é moda!

► Raiz crespa
Mães que fazem alisamento ou relaxamento tendem a sofrer bastante com o crescimento capilar acelerado.
Da mesma forma que as sugestões acima, passado o período mais crucial e de posse da autorização do seu médico, vá ao seu salão de confiança e proceda normalmente com o relaxamento ou alisamento.
Nossa recomendação é que o profissional tenha cuidado redobrado para o produto não encostar no couro cabeludo.
Eu fiz retoque de tioglicolato em uma gravidinha aos 6 meses e 8 (quase 9) meses de gestação, com todo cuidado e em ambiente arejado para o cheiro do produto não ficar concentrado no ambiente. Nosso último retoque foi um pouco antes de eu sair do salão, quando o bebê estava com 2 meses, mantendo os mesmos cuidados na aplicação.
Das químicas limpas o Tio é o que oferece maior risco de intoxicação por conta do cheiro, a guanidina e o sódio não possuem cheiro ativo.

► Escova
Algumas empresas lançaram "escovas" em que juram que pode usar na gestação. Vocês já sabem a nossa opinião. Mesmo os lançamentos mais recentes, não sabemos ao certos quais os seus mecanismos de ação, então não seja cobaia, ainda mais no período em que o seu maior bem está dentro de você!

► Nano
Particularmente quando leio Nano na embalagem de um produto ele já perde parte do encanto. Estudos apontam que as particulas nano conseguem penetrar na derme e atingir a circulação sanguínea. E na gestação chegou na circulação sanguínea vai parar na placenta. Cuidado quando usar cosméticos Nano, não deixe que encoste no couro cabeludo.

Com autorização médica e cuidados da parte de quem executa, a mulher pode levar uma vida normal no quesito cuidados com a beleza durante toda a gestação.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Produto Testado: Lenço umidecido Huggies Turma da Mônica


Comprei esses lenços numa promoção e achei que pelo custo-benefício valem a pena.
São bem macios, o perfume é suave e não são caros.
O único problema é que os primeiros lenços da embalagem acabam se rasgando, pois ela vem muito cheia.

Prós: maciez e bom custo-benefício
Contras: as primeiras unidades do lenço se rasgam, mas isso se resolve após tirarmos cerca de cinco lenços
Preço: R$6 o pacote com 48 unidades e R$11 o pacote com 98 unidades

terça-feira, 15 de maio de 2012

Bebês Reborn


O site da Marcelle Luigi oferece o serviço de recriar o seu bebê em forma de boneca. Imagine?
Eu confesso que teria uma certa dificuldade em pedir para fazer isso com o Bê. Mas, para quem se sente confortável com a ideia, é interessante.
O bebê sai por volta de R$1.500,00.
Veja aqui.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Livros gratuitos


Livros Gratuitos

A Fundação Itaú Cultural continua com o programa "Leia para uma Criança" e envia gratuitamente pelos Correios três exemplares de livros infantis. Os títulos desse ano são: Adivinha quanto eu te amo, Chapeuzinho Amarelo e A Festa no Céu.
É só se cadastrar e aguardar. Os livros chegam dentro de 20 dias.
Acesse o site e peça os seus: http://www.itau.com.br/itaucrianca/

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Check lists para baixar


Check lists para baixar no site da Nestlé

Achei umas check lists legais no site da Nestlé bem legais. Tem de tudo: dicas pra hora do banho, pra passeio, dicas do que levar na bolsa, dicas para a hora do soninho e muito mais.
Para baixar, tem que fazer um cadastro. É fácil e rápido.
Fica a dica.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cera no ouvido - Como limpar?


Cera no ouvido como limpar?

Meu bebê tem muuuita cera no ouvido. Limpo num dia e, no dia seguinte, está tudo sujinho novamente!
A tentação é grande: enfiar um baita cotonete lá no ouvidinho dele e cutucar bem até sair toda a sujeira. 
É aí que eu conto até 10 e respiro fundo! Não pode cutucar nããão!!!
O recomendado pelos otorrinos é limpar apenas superficialmente com um algodão ou gaze e pronto! Senão, uma terrível otite (para saber sobre essa infecção leia mais aqui) pode acontecer... E aí é chororô certo!
Eu costumo umedecer bem pouquinho um algodão (muito pouco mesmo, a ponto de não cair nem uma gotinha de água quando espremido) com água morna e passar de leve na orelhinha.
No caso de suspeita de otite, pressione levemente o ouvidinho. Caso o bebe chore, leve-o ao pediatra, ok?

sábado, 5 de maio de 2012

Cosméticos de bebê

O que você pode e o que não deve comprar para deixar seu filho ainda mais lindo


Fernando Martinho
Xampu
De acordo com a pediatra Sandra Oliveira, não há comprovação de que o extrato, responsável pelo perfume do xampu, traga benefícios. "O indicado é neutro, com o mínimo de perfume e corante", diz. Mas os mais cheirosos também não devem fazer mal. "A quantidade de extrato que colocam na fórmula é pequena", garante a dermatologista Denise Steiner. Há ainda os xampus para cada tipo de cabelo. Funcionam? Sandra garante que o cabelo da criança não vai ficar mais liso ou cacheado. Esta é uma preocupação desnecessária para quem ainda nem completou 1 ano.

Hidratante
"Só se a criança tiver algum problema especial, do contrário, ele é desnecessário", afirma a pediatra Sandra Oliveira Campos. Geralmente, quem precisa são as crianças com pele seca – alérgicos são mais suscetíveis ao problema – e as que moram em regiões muito frias. "Elas tomam banho demorado e muito quente. Depois, entram em contato com o frio e o vento, ressecando a pele", afirma a dermatologista Tania Cestari. O hidratante, de preferência neutro, deve ser passado até três minutos após o banho para não reduzir a eficácia. A mãe deve enxugar o excesso de água e passar o produto.

Talco
Não é recomendado pelos especialistas. Quando a mãe passa talco no bebê, produz-se uma névoa que é aspirada pela criança, podendo causar problemas respiratórios e alérgicos. Fique longe dele!

Óleo
Se a pele do bebê não precisa, o uso do óleo é desnecessário. Crianças podem usar os óleos vegetal ou mineral. De acordo com o pediatra Valter Kozmhinsky, o de origem vegetal causa menos irritação e é mais absorvido. No entanto, ambos ajudam a hidratar peles secas. Quem optar pelo óleo, não precisa de creme. "O óleo é muito utilizado em massagem", lembra. Além de ajudar na limpeza do umbigo, por exemplo, pode ser usado na remoção de caspas do couro cabeludo e passado alguns minutos antes do banho.

Perfume
Nada de perfume. É consenso entre profissionais da saúde: "Bebê limpinho já tem cheiro bom". Só que muitas mães, para não dizer a maioria, gostam de ouvir "como esse bebê é cheiroso" e levam um para casa. O que muitas desconhecem é que o produto pode causar irritação – tanto respiratória quanto na pele – e alergia. A criança pode ter reação ao cheiro. "Teoricamente, a mãe não deveria usar no bebê. São substâncias que entram em contato com a pele sem necessidade. Em último caso, é melhor passar na roupinha, mas mesmo assim bem pouquinho", avisa a dermatologista Denise.

Protetor solar
Há controvérsias. Alguns especialistas recomendam utilizar após os 6 meses, outros, só depois de 1 ano porque pode causar irritação. Em comum, o fato de que o protetor defende o bebê do sol. "Na praia, por exemplo, os pequenos devem permanecer na sombra e, de preferência, vestidos com uma roupa leve. O melhor horário para o passeio é o início da manhã. Mas o fator de proteção tem que ser alto", assegura o pediatra Valter. O indicado para crianças pequenas é o de fator 30, porque protege mais. Só o médico deve indicar a marca.

Fonte: Crescer

quinta-feira, 3 de maio de 2012

As quatro crises do crescimento dos bebês

educacao-crianca

As quatro crises do crescimento dos bebês

Fonte: Bebê Abril
Seu filho enfrenta problemas para dormir, se alimenta mal e anda agitado? Calma. Pode ser que ele esteja apenas atravessando uma crise comum à fase em que se encontra


PRIMEIRO TRIMESTRE: PERÍODO SIMBIÓTICO

Como começa a crise do primeiro trimestre?
A chegada aos 3 meses é um momento tão marcante que alguns autores falam de dois nascimentos: o biológico, que é o dia do parto, e o psicológico, que acontece quando o bebê completa 3 meses. Esse primeiro trimestre de vida é o que se chama de período simbiótico. “Para a criança, mãe e filho significam uma única palavra ‘mãefilho’. É assim que ela entende: como se fossem uma única pessoa”, diz, brincando, Leonardo Posternak, pediatra de São Paulo. A partir dos 3 meses, o bebê passa a olhar no olho da mãe, começa a se divertir, imita alguns gestos. Ele começa a sentir que a mãe não é só um bico de peito e, assim, começa a construir a imagem do outro.“É nesse período que a criança percebe que não está enroscado no tronco da árvore – que é a mãe. Ele está perto da árvore. Entende que precisa chamá-la para ter o que necessita – leite, colo ou fraldas limpas. Nessa hora, bate a ansiedade. É como se ela pensasse: ‘E agora? E se eu chamar e ninguém escutar? E se esse outro vai embora, o que eu faço?’ É aí que começa a crise”, explica Posternak.

Como saber se o filho está passando por uma crise?
A melhor maneira é ouvir o pediatra. “Algumas mães chegam ao consultório reclamando que há três dias o filho estava ótimo e, de repente, não quer mais mamar e tenta se afastar quando elas dão o peito. Outras reclamam que o bebê estava dormindo bem, mas, depois dos 3 meses, isso mudou. Ele acorda várias vezes chorando”, diz Leonardo Posternak, pediatra de São Paulo. “Há ainda as mães que reclamam que o bebê fica agitado sem motivo. Não quer ficar no colo, no berço, no bebê-conforto. Parece não estar confortável com nada que é oferecido”, continua. As queixas normalmente são parecidas e o seu pediatra saberá dizer se o bebê está com algum problema de saúde ou atravessando uma crise.

Quanto tempo dura a “crise do fim do período simbiótico”?
Essa crise dura em torno de 15 dias.

Nesse período, os bebês precisam ser medicados?
Não. Quando a criança atravessa uma crise, é muito importante que ela não seja medicada. “As mães sempre chegam ao consultório achando que a razão do desconforto tem algum aspecto orgânico: cólica, falta de leite, dente nascendo. Então explico que se trata de uma crise, um momento excelente para o crescimento”, ensina Leonardo Posternak, pediatra de São Paulo.

O que os pais devem fazer durante a crise?
Eles devem ficar calmos e entender que esse período vai passar. “Conhecendo os sintomas, os pais precisam dominar a ansiedade para que a criança não tenha que atravessar esse momento complicado num ambiente angustiante. Lembre-se de que o seu bebê precisa passar por essa crise para poder crescer”, explica o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

ENTRE 5 E 6 MESES: FORMAÇÃO DO TRIÂNGULO FAMILIAR

Como começa a crise da formação do triângulo familiar?
Por mais que o pai tenha sido presente e ativo desde o nascimento do bebê, ele não teve uma relação tão simbiótica com o filho. Isso se dá por inúmeros motivos. Até mesmo porque ele não dispõe dos meses de licença-maternidade para ajudar nessa proximidade. Então, por volta do sexto mês de vida, o bebê, que já conhece a mãe, começa a reconhecer a figura do pai, dando início à formação do triângulo – e da crise.

Que sintomas a criança apresenta nessa crise?
“A criança tem um pouquinho de transtorno do sono, e o apetite diminui um pouco”, diz o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo. Mas essa crise costuma afetar mais as mães do que os bebês. “Nessa fase, a mãe se dá conta de que, para o filho ser saudável e feliz, ele precisa ter uma relação triangular e não uma relação de cordão umbilical com ela. Afinal, ninguém quer que o filho seja dependente a vida toda. É necessário que alguém corte essa simbiose. E esse é o papel do pai”, explica Posternak.

Com 6 meses, nascem os primeiros dentinhos. Essa etapa se confunde com a crise?
“Sim. Às vezes, isso acontece. As duas fases se confundem porque a dentição incomoda, dói e torna a criança aparentemente mais agressiva”, explica o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

OITO MESES: SEPARAÇÃO OU ANGÚSTIA

Essa crise acontece sempre no oitavo mês?
Não exatamente. Essa é a crise do terceiro trimestre. “Embora seja incomum, algumas crianças começam a dar sinais da crise com 6 ou 7 meses. Outras mostram sintomas de angústia com 9 meses. Mas na maioria dos casos isso acontece mesmo no oitavo mês”, explica o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Por que os pediatras dizem que essa é a crise mais significativa de todas?
“Porque essa é a que dura mais tempo e o transtorno do sono é muito acentuado: a criança pode chegar a acordar 15 vezes durante a noite, desperta muito assustada, com um choro intenso. Alguns pais ficam tão assustados que pensam que a criança caiu do berço porque é um choro diferente, desesperado”, esclarece o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Quanto tempo dura a crise da angústia?
Demora um pouco mais que as outras: três ou quatro semanas.

Os pais devem levar a criança para dormir na cama deles?
O ideal é que o bebê durma no seu berço ou carrinho desde os primeiros dias de vida. “Dormir na mesma cama se dá mais por ansiedade dos pais do que por necessidade dos bebês. E os pais não dormem tranquilamente, pois ficam com medo de sufocar o bebê. Sem contar que isso pode ocasionar um afastamento na vida conjugal”, explica Ana Paula Cargnelutti Venturini, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além disso, segundo Ana Paula, a prática pode levar a criança a ficar muito dependente dos pais, buscando uma atenção cada vez maior.

Nessa fase, quando a criança chora de madrugada, é a mãe quem deve atender?
De preferência, sim. O pediatra Leonardo Posternak explica a razão: “Na fantasia do bebê, ele acha que, quando a mãe apaga a luz e fecha a porta, não volta nunca mais. Então, se ele chora durante a noite e é atendido pelo pai ou pela babá, acredita que a mãe não voltará mesmo”. A criança precisa passar por isso para ir entendendo que a presença da mãe pode ser seguida de ausências. “Nessa fase, é oportuno que não ocorram trocas dos cuidadores. Além de acordar assustado, o bebê pode reagir à presença de estranhos, chorando ou estranhando o colo”, reforça Ana Paula Cargnelutti Venturini, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “A mãe deve tentar acalmá-lo no próprio berço para não alterar substancialmente sua rotina”, ela sugere.

Quais os sintomas da crise da angústia?
Basicamente os mesmos das outras crises: alteração do sono, perda de apetite e agitação. “O sono é o que mais perturba. Além disso, a criança come muito mal, pior do que nas outras fases. E às vezes faz até pequenas greves de fome”, comenta o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Qual a importância do objeto de transição nessa fase?
Nesse período de angústia, a criança começa a se apegar a algum objeto: pode ser um paninho, uma chupeta específica, um brinquedo. “Esse objeto representa a mãe, e é bom que ela brinque com o ursinho, por exemplo, que dê beijo, que deixe nele o seu cheiro. Isso vai ajudá-la a entender que à noite as coisas não desaparecem. A mãe pode sumir, mas o objeto continua ali e vai estar com ele quando acordar. Isso ajuda a criança a entender que esse afastamento não é uma perda”, ensina o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Como ajudar a criança a escolher o objeto de transição?
Os pais não precisam se preocupar em estimular a escolha, que é feita naturalmente pelo bebê. “É importante que o objeto resista às agressões da criança e que ela mesma o reconstrua. A mãe não deve lavá-lo nem tentar consertá-lo”, explica Ana Paula Cargnelutti Venturini, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

1 ANO: AMBIVALÊNCIA DEPENDÊNCIA/INDEPENDÊNCIA

Como é a crise do primeiro ano?
Esse período coincide com o andar: a criança quer caminhar, quer ser independente, mas ainda precisa de colo. “Ela já se sente capaz de explorar o ambiente, já abre gavetas, tira todas as roupas de dentro, mas ainda não vai muito longe da mãe. A crise se dá por essa vontade de ser independente e a necessidade de ser, ainda, dependente.”

Quais são os sintomas dessa crise?
“As mães chegam ao consultório reclamando que a criança começou a acordar à noite, a não comer e a ficar muito agitada durante o dia”, diagnostica o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Os pais devem estimular a criança a caminhar?
Estimular, sim, mas jamais forçar. “O cérebro e as pernas ainda não estão combinados. Ela quer, porém não consegue, e isso gera angústia. A criança deve caminhar quando ela achar que pode”, alerta o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.

Como as mães devem lidar com as crises?
“Não existe uma receita ideal. Como todo relacionamento, é preciso adaptação, tranquilidade e equilíbrio, além de um ambiente saudável e acolhedor. Essas fases podem ser difíceis, mas são extraordinárias e marcantes”, finaliza Betina Lahterman, pediatra da Universidade Federal de São Paulo.